Rede Estadual de Comercialização

Proposta:

Eliminar o intermediário e remunerar de maneira mais digna o pequeno produtor. Quando os precursores do Idaco, e mais tarde o Idaco organizado, tomam um contato maior com os assentamentos para discutir a comercialização, uma grande parte ainda estava na fase da luta pela terra. Muitos desses assentamentos eram ainda acampamentos na beira da estrada, na beira das fazendas, pessoas morando em barracas de plástico, pedindo apoio para poder comer amanhã o que conseguissem arrecadar hoje.

 

Objetivos

A criação do Idaco veio fortalecer os assentamentos e as articulações caminharam no sentido de obter apoios financeiros que permitissem as reuniões e os encontros regionais ou estaduais com o conjunto dos assentamentos do Estado. Na prática, foi-se criando uma Rede de parceiros, assentamentos e de áreas de pequenos produtores com o objetivo de investir na eficiência da comercialização.

Público

Pequenos produtores e lideranças sindicais começaram a discutir a comercialização de maneira mais organizada. Deixou de ser um problema disperso de uma ou outra comunidade. Já se trabalhava com teses e teorias, percebendo a absoluta necessidade não só de produzir, mas de levar ao mercado bons produtos. As comunidades passam a discutir volume e qualidade. O processo de construção de um pavilhão só para os pequenos produtores foi acompanhado de debates com a participação de vários parceiros. Foi preciso uma compreensão muito grande da necessidade da organização até se chegar à criação da União das Associações de Cooperativas de Pequenos Produtores do Estado do Rio de Janeiro – Unacoop.  Pioneira, a Unacoop continua sua luta para melhorar as condições socioeconômicas dos seus associados e das comunidades rurais e semi-urbanas, através do desenvolvimento e implementação de atividades ligadas à comercialização e prestação de serviços.

Gestão

Foi fundamental a visão do Idaco, e desse conjunto de assentamentos que trabalhavam juntos, da parceria como estratégia. Uma das alternativas foi buscar junto ao BNDES, um banco voltado para o grande empresário, mecanismo de financiamento a prazos longos, e com condições bastante boas, para a instalação do chamado Pavilhão 30, como ficou conhecida a área de comercialização dos pequenos produtores dos assentamento do Estado do Rio de Janeiro. Essa Rede foi se consolidando e gerando a materialização do projeto em uma área efetiva de comercialização na Central de Abastecimento do Estado do Rio de Janeiro – Ceasa, que é a segunda maior central de comercialização de produtos hortifrutigrangeiros do país, superada apenas pela Ceasa de São Paulo.Era um projeto bastante ambicioso porque na área da Ceasa se dá a comercialização tradicional, onde estão pequenos, médios e grandes produtores, cooperativas de toda a natureza. Quase nada existia em relação à posse da terra, e menos ainda em relação à comercialização. Dez anos depois, a Rede Estadual de Comercialização era uma realidade.

Parcerias

As articulações do Idaco com os assentamentos rurais geraram formas sistemáticas de, parcerias oficiais, órgãos que detinham o poder de decisão nas políticas públicas do Estado do Rio de Janeiro, em particular BNDES, Emater e a Secretaria Estadual de Agricultura. Essas parcerias permitiram, além das formas de comercialização locais ou mesmo regionais, um sistema de comercialização para o Estado.